segunda-feira, 12 de novembro de 2012

E aqui estou eu novamente, presa nesse círculo vicioso que a vida costuma me colocar. Estou entre a espada e a cruz. Entre a razão e o coração. Entre você e você. Estou entre tantas coisas.. Mas o que mais me dói é saber que eu posso não ter mais seu beijinho de canto, que não posso ter seu sorriso por eu ter feito alguma coisa muito embaraçosa ou engraçada mesmo. Sinto que a gente pode dar certo, só precisamos podar certos galhos que insistem em nos cutucar. Aqui estou eu escrevendo por ti. Aqui estou sem força, porque ela foi embora com as lagrimas que caíram mais cedo. Estou aqui esperando que o mundo me leve pra um lugar melhor, mas só se você estiver lá também. Aqui estou. Ou não estou.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"..Hoje eu falei pra mim, jurei até, que essa não seria pra você e agora é."

Você é mais forte do que pensa e será mais feliz do que imagina.

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti*

De preferência você.



De repente você aparece e faz mudar minha vida. Me sinto insegura com tudo. Depois de tanto tempo te procurando, você resolve aparecer logo agora? Será que veio mesmo pra mim? Será que só quer bagunçar minha cabeça? Ou será que tem algo mais? Esse jeitinho de anjo me fascina, seu jeito de falar, e o seu jeito de olhar. Ah, o seu olhar... Quer dizer tantas coisas mas não me diz nada. Ou sou eu quem não sei ler esse olhar? Duvida eu tenho, certeza também. Só não sei pra que lado vou. Diante de mim há um anjo humano. Mas isso pode? Obvio que pode. Só não me disseram se é real. Meu pensamento anda pro lado desse anjo. Agora ele achou de querer adivinhar o que o anjo está pensando. Se já acordou, o que anda fazendo, se o pensamento dele também está pro lado de um alguém..Quem será hein? rs Não sei se devo te chamar de anjo. Afinal, é muita responsabilidade ser chamado assim. Mas é que não achei outra maneira de expressar o quão doce você é. Atrás de mim estão muitas coisas, Coisas que me preocupam.. mas deixa pra lá. Vou deitar e sonhar.. sonhar com "o anjo" {:

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Relembrando.

É, realmente não combinamos mais. Realmente, o que passou passou. Com certeza, o nosso tempo acabou, nossas chances, terminaram.. Se é que tínhamos alguma, né? Não, não quero apagar tudo que passou, não quero jogar fora tudo o que vivemos, afinal.. Todo livro tem seus capítulos, e no livro da minha vida, você está lá, você continua lá, só que agora estou em outra página. Não leve isso como uma ofensa, mas a vida é assim.. Sempre foi assim, sempre será assim.Eramos: "Amada e Amado", hoje somos só; "Deixada e Levado".. É, quem diria? A vida tem dessas.. E ai de quem se atreve dizer ao contrário, ai de quem ousar mudá-la.O que um dia foi amor, hoje são lembranças: Boas, ruins, mas apenas lembranças. Hoje te vejo, sinto saudade. Não sei de quê, mas sinto saudade. Acho que é do seu antigo "eu", do que um dia me fez ser feliz, me fez olhar a vida com outros olhos.. Sinto um tanto de outras coisas também, uma mistura de sentimentos, parece que nem consigo mais te olhar nos olhos. Não consigo mais te querer, não consigo me sentir querida por você. É, mudamos! Fomos mudados, mudaram a gente. O tempo, as pessoas, alguém foi culpado. Mas pra quê encontrar culpado nessa hora? Nada vai trazer de volta o passado. Deixe-me com as lembranças, vou tentar apagar o que de ruim ficou.. Fico com uma pequena lembrança do que um dia se formou...

Bom Saber...



De repente você se pega pensando naquela pessoa, pessoa essa, que te faz bem.. Te faz sonhar, te faz sentir a pessoa mais amada desse mundo, te faz sorrir a toa, que faz seu dia ficar bem, que consegue arrancar de você palavras que nunca foram ditas a um alguém antes. Como é bom se sentir bem, como é bom saber que alguém te ama de verdade, bom saber que de alguma maneira, você não está só nesse mundo de amores, paixões e ilusões.

A.L (L